Há muitas coisas que as nossas forças de segurança evoluíram, nomeadamente o seu comportamento. Por muito mauzinhos que ainda pareçam, tentem fazer um esforço e comparar aos anos 80 e 90. Aquelas bigodaças farfalhudas bem acompanhadas por umas sobrancelhas grossas e firmes que imperavam um ar de mau. Agora não, os nossos polícias e guardas já vão a barbeiros decentes e alguns, poucos, até conseguem sorrir enquanto nos abordam. Mas há algo que eles ainda não evoluíram, as montras de exposição das capturas. As suas formas, a luz e até o próprio conceito está completamente fora de moda. E o mal é que não há necessidade disso. Felizmente temos agora os cursos de vitrinista, alguns pagos e outros no youtube (como quase tudo). É verdade que para relatório, aquelas fotos até serviam, mas para os media já me parecem muito pobrezinhas. Começamos logo pelo cenário, a garagem. Sim, todas as fotos me parecem tiradas numa garagem e com o portão aberto. É um sítio frio e que apenas serve para guardar o carro ou coisas que não se usam regularmente. Depois tempos a questão do enquadramento e da arrumação dos objectos apreendidos. Fazia bem os senhores guardas e os senhores polícias irem mais vezes a museus de arte para apurarem o seu sentido estético. Eles até são bem arrumadinhos, mas esteticamente pobrezinhos. Outra coisa essencial era um mini curso de fotografia, também pode ser por youtube, para poupar dinheiro ao estado. Não sou muito exigente nestas coisas, basta que haja. A falta de noção do equilíbrio de brancos, de enquadramento fotográfico e do domínio do obturador, faz com que as fotografias tenham sempre aquele ar pobre e amador. Já não há falta de meios tecnológicos para melhorar estes aspectos. Qualquer maquina simples com algum conhecimento, faz um melhor serviço do que aquele que nos é apresentado nos media.