Todo o artista faz um auto-retrato. Não raras vezes, faz vários. Pretende com isso afirmar e renovar o seu discurso. Uma espécie de histórico; sinal dos tempos e das cambiantes biográficas; mapa do movimento do artista pelos movimentos que atravessa e que o atravessam. Manel Rei, num esperado e ansiado retorno às atitudes provocatórias, revela-nos o seu auto-retrato. Um texto, sem fim à vista, cadáver esquisito, com ecos de um stream of counsciessness cacofónico, medley de uma oralidade invasiva. Nos seus primeiros passos de saída da clausura, após um inesperado encontro com o seu amigo Monsenhor enVide Nefelibata e a partir de uma ideia original sua, o aspirante a poeta decide dividir o texto em caracteres e desafia-nos a comprá-los, na ordem e quantidade que escolhermos, impressos num talão, a que corresponde uma factura, dedutível em sede de IRS. 1 caractere​ ................................. 0,01€ 4070 caracteres (texto integral) ........... 40,70€