O meu modo de pensar a arte é que ela é e deve ser criada para um público bastante heterogêneo e, nesse caso, múltiplas leituras serão percebidas. Consequentemente, a obra de arte deve conter diferentes camadas para esses públicos amplos. Por vezes até significados diferentes e contraditórios são intencionalmente trabalhados uns sobre os outros. Essa é a beleza interior, a profundidade dela. Não estou a sugerir que a arte deva ser algo hermética nem de difícil sompreensão. Estou a afirmar que a obra deve levar a um diálogo entre artista e espectador e entre os diversos espectadores.